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arte: Tiago botelho
ORAÇÃO DA MAÇANETA de Gioia Junior Não há mais bela música Que o ruído da maçaneta da porta Quando meu filho volta para a casa. Volta da rua, da vasta noite, da madrugada de estranhas vozes E o ruído da maçaneta E o gemer do trinco O bater da porta que novamente se fecha O tilintar inconfundível do molho de chaves são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar. Só assim fecho os olhos Posso afinal dormir e descansar. Oh! A longa espera, A negra ausência As historias de acidentes e assaltos Que só a noite como ninguém sabe contar! Oh! Os presságios e pesadelos, O eco dos passos na calçada A voz dos bêbados na rua E o longo apito do guarda Medindo a madrugada, E os cães, uivando na distância E o grito lancinante da ambulância! E o coração descompassado a pressentir E a martelar Na arritmia do relógio do meu quarto Esquadrinhando a noite e seus mistérios. Nisso, na sala que se cala, estala a gargalhada jovem da maçaneta que canta a festiva cantiga do retorno. E a sua voz engole a noite imensa Como todos os ruídos secundários. -Oh! Os címbalos do trinco e os clarins da porta que se escancara e os guizos das muitas chaves que se abraçam e os festival dos passos que se ganham a escada! Nem as vozes da orquestra E o tilintar de copos E a mansa canção da chuva no telhado Podem sequer se comparar Ao som da maçaneta que sorri Quando meu filho volta. Que ele retorne sempre são e salvo Marinheiro depois da tempestade A sorrir e cantar. E que na porta a maçaneta cante A festiva canção do seu retorno Que soa pra mim Como suave cantiga de ninar. Só assim só assim meu coração se aquieta Posso afinal dormir e descansar.
Escrito por Sandra Botelho às 03h05 PM
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Dedico a todas as mães, biológicas e do coração. 
Escrito por Sandra Botelho às 02h52 PM
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Nao deixe de ler:http://juliosevero.blogspot.com/ Sobre a proibição ao trabalho do Julio Severo Concurso de crimes Olavo de Carvalho Jornal do Brasil, 19 de julho de 2007 Um grupo de militantes gayzistas conseguiu tirar do ar o site http://juliosevero.blogspot.com. O método foi despejar sobre o Google uma tempestade de denúncias contra o autor do blog , o escritor Júlio Severo, acusando-o de pregar a violência contra os homossexuais. “Ele quer que sejamos massacrados, que não tenhamos direito de defesa”, esbraveja um dos incitadores do ataque na comunidade Orkut usada como QG da iniciativa: “Ele quer que possamos ser currados sem que nossos agressores paguem por isso.” A acusação é manifestamente falsa. Qualquer um que leia o blog sem lentes deformantes percebe isso. Severo limita-se a opor ao homossexualismo os argumentos da moral cristã, que não manda currar ninguém. Desafio a militância gayzista a mostrar onde ele teria afirmado que os homossexuais devem poder ser submetidos a tal violência sem direito à proteção das leis. Se ele tivesse feito isso, os enfezadinhos não precisariam reunir-se às centenas e pedir socorro ao Google. Bastaria um deles ir à delegacia mais próxima e acusar o escritor de apologia do crime (artigo 286 do Código Penal): ele pegaria no mínimo três meses de cadeia. Como sabem que não têm razão para isso, preferiram montar a trama caluniosa cuja má fé, esta sim, pode ser provada, denunciada na Justiça e punida na forma da lei. A lei, e não artigos de jornal, deve responder a esses canalhas. Eles podem discordar de Júlio Severo o quanto queiram (eu mesmo discordo com freqüência), mas ele não cometeu crime nenhum. Eles é que cometeram contra ele os delitos definidos nos artigos 240 e 251 do Código Penal: difamar e escarnecer publicamente de um cidadão por causa da sua fé religiosa. Somaram a isso o delito previsto no artigo 138: falsa imputação de crime. Como para esse fim se reuniram em bando e agiram organizadamente, incorrem também no artigo 288, formação de quadrilha. A pretexto de defender-se de um crime imaginário, cometeram pelo menos quatro crimes reais, cujas provas o Orkut fornece em abundância. Júlio Severo, em represália à sua cruzada moralizante, já teve sua vida social e profissional totalmente destruída. É o mais discriminado e perseguido dos brasileiros. Ele não pode, sozinho, enfrentar um gigantesco movimento de massas subsidiado por fundações bilionárias, que, ao fazer-se de vítima acuada por um adversário solitário e pobre, já mostra uma desonestidade monstruosa, cínica, perversa. As entidades cristãs – todas elas -- têm o dever estrito de reunir-se não só para defender Júlio Severo, mas para punir o concurso de crimes que se armou contra ele. Espero que o façam antes que o estelionato jurídico da PL-122 consagre esses crimes como direitos da comunidade gayzista. O raciocínio kafkiano subentendido na acusação ao escritor é que toda tentativa de oposição à proposta “anti-homofóbica” já incorre no crime que ela define. Preparem-se, pois, senhores parlamentares cristãos: votem contra essa geringonça e ela os punirá por isso. Essa lei derrubará, de um só golpe, todo o Estado de direito neste país. Foi calculada para isso, e bem calculada. Leia em: http://www.olavodecarvalho.org/semana/070719jb.html
Escrito por Sandra Botelho às 01h48 PM
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